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"Para escrever basta viver, e viver com paciência - não é o tipo de ofício que sucede de um dia para outro."

Descobri um amigo no Pelvini rapidamente. O escritor competente também não demorou a aparecer. Não é exagero meu, como vocês podem conferir nessa postagem especial.

Qual motivo de o texto estar aqui? Qualidade não é um bom argumento, visto que esse é o único texto que não é de minha autoria, e convenhamos que não é o único de alto nível.

O motivo é muito simples. Pelvini pede aos leitores de seu blog que o desafiem. Dito e feito. Pedi uma entrevista com seu autor mais caro, pedi que ele fosse o repórter e ao mesmo tempo o imaginado autor. Sendo o texto do meu amigo Pelvini, só poderia vir algo de excelente qualidade.

Bom apetite!

CONSIDERAÇÕES

Naquele longínquo ano de 1924, Rainer Maria Rilke publicou as Elegias de Duíno. Dois anos depois, Rilke feriu a mão outra vez enquanto colhia rosas. Seu último ferimento agravou lentamente a leucemia que sofria, levando-o à morte. Quanto à entrevista, acredita-se que essa tenha sido sua última: a única que ele nem soube que deu. Sua obra, no entanto, continua viva. É o poder da palavra, transcendental e eterno. Como ele mesmo previra e me avisara.

Rafael Pelvini

05 de Junho de 2009

São Paulo, Brasil